Você pagou R$ 8 mil num sedã 2009 no pátio de leilão. No estepe tinha dinheiro. Nas portas também. E debaixo do banco. Somando tudo: R$ 10 milhões em notas de 100.
Uma nota de 100 pesa cerca de 1 grama. Cem mil notas passam de cem quilos. Por isso o carro arriava atrás.
Dia dois. Você leva uma parte para o banco numa mochila. Acima de R$ 2 mil em dinheiro, o banco anota o nome e o CPF de quem leva. A partir de R$ 50 mil, avisa o COAF sozinho, e não pode te contar.
Então você pica: R$ 49 mil por dia, uma agência diferente de cada vez. Esse padrão tem nome, fracionamento, e está na lista de sinais de suspeita do Banco Central. Três depósitos depois, alguém em Brasília abre uma tela com o seu CPF.
E o homem de boné que perdeu o leilão por R$ 100? Não era colecionador. Ele anotou a sua placa. Dia três: R$ 9.853.000 parados. Esconde ou devolve?


